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Na aula do dia 18/06/13 tivemos a oportunidade de realizar a atividade roda de leitura. Cada pessoa teve oportunidade de indicar um livro, que por sinal as dicas foram maravilhosas! Também foi dada a oportunidade de ler três livro em sala de aula.
Essa atividade foi super interessante por conta da oportunidades que todos têm em indicar livros que já foram lidos, desperta bastante o desejo pela leitura!
Foi solicitado pela Professora Giselly que realizássemos uma pesquisa sobre a atividade roda de leitura. Então pesquisando na internet, encontramos no site Estação das letras essa ideia incrível, já que existem espaço que pagamos para assistir filmes, peças de teatro, shows culturais e etc. Porém não conheço nenhum lugar em Maceió que as pessoas se reúnam pra ler textos e discutir sobre os menos. Esse tipo de atividade é mais realizados escolas, faculdades, cursinhos, igreja e pequenos grupo de conotação religiosa ou não. Imaginem como seria bom se existisse um lugar estilo cinema, mas com muitos livros interessantes que as pessoas podessem ler e depois discutir sobre o assunto?
O que é uma roda de leitura?
Como o próprio nome já diz, as rodas de leitura não são novidade. Nem aqui no Brasil, nem em outros países, onde é comum autores ou professores de literatura serem pagos para realizá-las, permanecendo em seguida à disposição do público para discussões e esclarecimentos. Tampouco este tipo de atividade é fruto
da alardeada pós-modernidade, pois sabemos que da Grécia antiga ao tempo de Kafka as leituras públicas eram comuns como forma de divulgar obra e autor. De modo que nada há de inédito no projeto, a não ser a sua extrema simplicidade num momento em que a sofisticação e o requinte de certos métodos parecem
protagonizar a cena literária. O ineditismo, no caso deste programa especificamente, fica por conta dos procedimentos utilizados com relação ao local em que se realiza. As rodas são leituras públicas de texto, realizadas dentro de um Centro Cultural onde, simultaneamente, outros eventos estão em cartaz: cinema, vídeo, exposições, teatro, etc. Colocar leitura nesse espaço, ou seja, fora da escola ou da universidade significa, para mim, equipará-la às outras atividades de lazer ali oferecidas. Então, assim como o indivíduo vai para uma fila e reserva uma senha para assistir a seu filme preferido, vai também reservar seu bilhete para ler seu autor favorito. Entra numa sala, recebe um texto e senta-se, juntamente com outros, para ler. A diferença é que ali existe um leitor-guia que, normalmente, é um escritor ou um professor de literatura. Este guia lê em voz alta, pausadamente, enquanto todos acompanham a leitura no seu respectivo texto. Depois, ele inicia uma conversa com o público. Falo em conversa porque não se trata de ler e/ou fazer uma conferência com tema previsto. Tampouco trata-se de uma aula, com assunto para teorizar ou enfocar didaticamente. O comentário é feito em tom de diálogo, e depende do nível cultural da platéia presente, de seus questionamentos, suas curiosidades. Depende também do grau de informação do leitor-guia (seu modo de pensar o texto) e da dimensão que as leituras podem assumir na vida de seus participantes. E o que isso significa? Simplesmente que a leitura passa a ser reconhecida, em parte como lazer, em parte como elemento formador e reformulador de conceitos na tarefa (difícil?) de educar. Educar, sim, porque leitura e educação andam juntas.

Que ótima informação! Vamos torcer para que Maceió receba um projeto assim, mas o melhor será assumir a responsabilidade de construir bons espaços para os leitores desfrutarem e socializarem suas leituras. Vamos à luta!
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