Na história do prazer estético, Jauss apresenta três categorias fundamentais da fruição estética: Poiesis, Aisthesis e Katharsis":
Poiesis, no sentido aristotélico de "faculdade poética", seria o
prazer que o sujeito tem diante da obra que para Santo Agostinho volta-se a
Deus e que no Renascimento era a base do sujeito autônomo. A Poiesis corresponde à visão de Hegel
sobre à arte, segundo a qual o indivíduo pode "sentir-se em casa no
mundo" pela criação artística. O homem alcança um saber que nem diz
respeito ao conhecimento científico nem ao artesanato passível de reprodução. O
prazer da criação na produção.
Aisthesis, seria prazer estético da percepção ante o imitado. No sentido
aristotélico da estética como disciplna autônoma. Com Baugarten1, a
estética se coloca com o significado de conhecimento pela percepção e da
experiência sensíveis. Aisthesis para
Konrad Fiedler é a "pura visibilidade", prazer sem conceito; para
Chklovski como um estranhamento, uma visão renovada; para Moritz Geiger uma
"contemplação desinteressada da plenitude do objeto"; para Jean-Paul
Sartre como a experiência da "densidade do ser"; para Dieter Henrich
como "pregnância perceptiva complexa". Legitima-se, assim, o conhecimento
sensível diante da primazia do conhecimento conceitual.
Katharsis, unindo a visão de Górgias e Aristóteles, seria o prazer dos afetos
provocados pelo discurso ou pela poesia capaz de fazer o observador mudar suas
convicções ao liberar sua psique. Katharsis
corresponde à função social das artes, inaugurando e mediando as regras de
ação. Busca libertar o observador dos interesses práticos e de sua implicações,
a fim de levá-lo ao encontro com a liberdade estética de sua capacidade de
julgar através do prazer de si no prazer do outro.
Para Jauss essas três categorias básicas da experiência
estética, Poiesis, Aisthesis e Katharsis, não devem ser vistas de forma hierarquica mas sim como
funções autônomas, podendo se completar.
O encontro da teoria da recepção com a questão do prazer
inaugura a recente visão fenomenologica do afeto como propulsor das
possibilidades encontradas a partir do encontro com o outro pela dinâmica da
recepção.

Disponível em: http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/imago/site/recepcao/textos/natalia.htm

Disponível em: http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/imago/site/recepcao/textos/natalia.htm
Bacana irem pesquisar isso! Conceitos importantes, sem dúvida! Mas o mais importante é ajudar a criança a descobrir o prazer de ler mesmo em textos mais desafiadores. Para isso a mediação do professor é fundamental.
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